Atualizado em -
A Lunar Reconnaissance Orbiter deve partir no segundo semestre de 2008, numa curta viagem até a órbita de nosso satélite natural. Lá, a espaçonave passará um bom tempo fazendo os mapas mais precisos já produzidos da superfície lunar. É um esforço para retomar a exploração tripulada da Lua, por volta de 2020 (se os próximos presidentes dos EUA assim permitirem!).Atualizado em -
O primeiro brasileiro a ir ao espaço era um piloto de caça da Força Aérea que treinou durante oito anos na Nasa, se preparando para as emergências mais perigosas e para as tarefas mais delicadas em microgravidade.Atualizado em -
A BBC revelou, em reportagem, que um brasileiro já comprou sua passagem para voar a bordo da SpaceShipTwo, nave espacial comercial desenvolvida para a empresa britânica Virgin Galactic.Atualizado em -

Atualizado em -

Não que o conto dele que foi parar na coletânea, intitulado "O Imortal", seja um exemplo primoroso de ficção científica. Na verdade, apenas um tênue elemento de realidade (a poção indígena que transforma o pai do narrador num imortal não é apresentada como uma fórmula mágica, mas como uma peça de sabedoria que um dia, quiçá, a ciência poderá explicar) eleva-o do status de mera fantasia ao nível da ficção científica clássica. Ainda assim, a presença de Machado de Assis numa coletânea desse naipe faz muito para promover esse pouco reconhecido gênero literário.Atualizado em -

Atualizado em -

Atualizado em -

Atualizado em -
A Deep Impact veio, viu e venceu -- literalmente. Escalada pela Nasa para acompanhar o impacto de um projétil contra o cometa Tempel 1, ela fez direitinho seu papel, em 4 de julho de 2005. Missão cumprida, restou a pergunta: o que fazer com uma espaçonave perfeitamente funcional, depois que ela atinge seu objetivo?
"Nossa melhor chance de detectar um planeta novo é o sistema GJ436", disse Drake Deming, do Centro Goddard de Vôo Espacial, da Nasa, ao Mensageiro Sideral. "Essa estrela anã M tem um planeta do tamanho de Netuno que faz trânsitos, e há sugestões de que tenha planetas como a Terra também. Como a estrela é pequena, um trânsito de um planeta do tamanho da Terra produzirá um sinal perceptível -- que devemos ver depois que eles tiverem os dados completamente calibrados e analisados."Atualizado em -
Quem não se encantou com as espetaculares imagens enviadas pela sonda Galileo, em Júpiter? E o que não dizer das sensacionais descobertas feitas pela Cassini em Saturno? Pois é. Essas duas missões destinadas aos dois maiores planetas do Sistema Solar tiveram, de fato, um custo gigante: foram projetos bilionários, que se estendiam por uma década.
Atualizado em -
Atualizado em -
Atualizado em -

Atualizado em -
Atualizado em -
O ano começou desanimado para a exploração marciana, quando a Nasa admitiu a perda da venerável sonda Mars Global Surveyor, depois de quase dez anos de serviços em órbita marciana. O contato com a espaçonave foi perdido no final de 2006, mas a agência espacial americana só admitiu a derrota em abril de 2007. A Global Surveyor foi protagonista de descobertas importantes, como a constatação de que água fluiu pela superfície marciana esporadicamente em épocas recentes (uns poucos milhões de anos, que são uma ninharia em termos geológicos), e iniciou uma revolução no programa de exploração marciano. Embora tenha se perdido, seu legado viverá muito além deste ano que passou.
A primeira investida européia contra Vênus entrou em órbita no ano passado, mas foi em 2007 que ocorreram as publicações dos resultados relativos ao primeiro ano da missão. A espaçonave teve desempenho acima das expectativas e já fez descobertas novas e importantes sobre o planeta que é o "gêmeo malvado" da Terra. Entre elas, descobrimos que a densa e enevoada atmosfera daquele mundo também produz relâmpagos, parecidos com os que existem por aqui. Mais um lembrete de que, apesar do inferno escaldante de 450 graus Celsius, Vênus e Terra têm mais coisas em comum do que gostariam de admitir.
partiram da Terra rumo às suas respectivas "missões impossíveis". A primeira a subir foi a Phoenix, cujo nome com justiça remonta à criatura mítica que ressurge das cinzas. Seu objetivo será, no ano que vem, pousar nos arredores do pólo Norte de Marte -- tarefa idêntica à que teve a malograda Mars Polar Lander (com a diferença de que sua antecessora, em 1999, tentou descer no pólo Sul). Pousar no planeta vermelho nunca e fácil, e a coisa fica mais complicada num terreno tão diferente quanto a região polar. Ainda não há garantia de sucesso.
asteróide Vesta. Mas, diferentemente da Phoenix, a Dawn parece já ter enfrentado suas maiores dificuldades. A missão chegou a ser cancelada pela Nasa, que acabou "ressuscitando-a" após os protestos dos cientistas. Só o tempo dirá o quanto valeu a pena, mas é uma missão que entusiasma muito o Mensageiro Sideral, sobretudo depois que surgiram indícios de que talvez haja uma camada de água no subsolo congelado de Ceres.
Espacial Internacional estão cada vez mais empolgantes. Os astronautas enfrentaram várias dificuldades, sobretudo para montar os painéis solares. Mas talvez o sucesso todo tenha sido ofuscado pelo sinistro caso de Lisa Novak, a então astronauta que teve chiliques na disputa pelo amor de um colega de trabalho. De toda forma, não é por que uma viajante espacial viaja na maionese que devemos desconsiderar todo o bom trabalho executado durante o ano, não é?
ano passado com o objetivo, entre outras coisas, de descobrir vários punhados de planetas fora do Sistema Solar -- inclusive alguns parecidos com a Terra. Essa enxurrada planetária ainda não aconteceu, mas pelo menos neste ano já vimos que o brinquedinho funciona: a CNES (agência espacial francesa) anunciou a descoberta do primeiro planeta com o satélite. Ele é um gigantão maior que Júpiter, como tantos descobertos antes, mas já deu um gostinho do que deve estar por vir em breve. Os cientistas se disseram positivamente surpresos com o desempenho dos instrumentos, o que só pode ser visto como uma boa notícia.
A sonda New Horizons está a caminho de Plutão, onde deve chegar em 2015. Mas neste ano já deu uma amostra de seu poder, durante um sobrevôo rápido por Júpiter. A passagem tinha por objetivo apenas servir de "estilingue gravitacional", fazendo com que a espaçonave atingisse seu objetivo final na data marcada, mas os cientistas aproveitaram a oportunidade para testar os instrumentos científicos a bordo e coletar dados interessantes sobre o maior dos planetas do Sistema Solar. Claro que, além dos dados brutos, a New Horizons também produziu imagens belíssimas.
Quimby, do Caltech (Instituto de Tecnologia da Califórnia), nos EUA, achou que já tivesse visto de tudo. E tinha mesmo -- mas não havia reconhecido. Ao analisar os dados coletados nos últimos anos, ele descobriu que uma outra supernova, observada por ele em 2005, é ainda mais brilhante, superando a recordista de 2006. A nova recordista, identificada como SN 2005ap, está localizada na constelação da Cabeleira de Berenice, a uma distância de 4,7 bilhões de anos-luz (1 ano-luz é a distância que a luz percorre no vácuo em um ano, cerca de 9,5 trilhões de quilômetros).Ela tem um brilho 300 vezes maior que a média das supernovas de sua categoria -- o equivalente a 100 bilhões de vezes o brilho do Sol. Como é possível que um astro assim exista segue sendo um mistério.
Os robôs Spirit e Opportunity definitivamente mostraram a que vieram no ano de 2007. Enfrentaram com muita bravura (e economia de energia) uma megatempestade de areia em Marte. Esses eventos, que acontecem de tempos em tempos no planeta vermelho, chegam a obscurecer mais de 90% da luz solar -- que, em Marte, já não é lá essas coisas, se comparada com a da Terra. Os engenheiros não estavam muito otimistas quanto à sobrevivência dos jipes (que estão lá desde 2004), mas fizeram de tudo para preservá-los. E deu certo. A tempestade passou e os jipes sobreviveram para contar a história. Bom para a ciência, que poderá contar mais um tempinho com essa extraordinária ferramenta de pesquisa sobre nosso vizinho mais hospitaleiro no Sistema Solar.
A corrida para a Lua começou para valer com os lançamentos das sondas Chang'E 1, primeira de uma série de espaçonaves de exploração lunar produzidas pelo agora pujante programa espacial da China, e Kaguya (antiga Selene), orbitador japonês destinado ao estudo do satélite natural da Terra. A Chang'E 1 produziu belas imagens tridimensionais, como a que está aí ao lado, e a Kaguya também está funcionando muito bem. E é só o começo. No ano que vem, teremos uma nova espaçonave americana no pedaço. São claros sinais de que o projeto da Nasa de levar astronautas à Lua até 2020 parece mesmo estar se concretizando.
A descoberta do ano no campo da astronomia foi, sem dúvida, a localização de um planeta potencialmente habitável fora do Sistema Solar. É o primeiro astro da categoria rochosa (como a Terra) a ser encontrado na chamada "zona de habitabilidade", região em que a água, em tese, pode ser mantida em estado líquido na superfície. O achado foi da equipe de Michel Mayor, do Observatório de Genebra, e apresenta a prova definitiva de que não há nada de especial com a Terra em termos de composição e localização no Sistema Solar. Ainda está longe de confirmar a presença de vida extraterrestre, mas sem dúvida foi um dos passos mais importantes dados nessa direção até agora.